domingo, 23 de março de 2025

Influenciadora negativa

Boa madrugada, caros três seguidores! Aqui é a sua influenciadora digital negativa mais eficiente e participativa que vocês gostam, hahaha.

Graças a meu marido, que me alertou sobre o iminente colapso do meu computador e investiu metade do valor para a aquisição de Idrahala (sim, minha próxima máquina vai se chamar Idrahala e vocês podem ter uma vaga noção do que isso efetivamente significa), possivelmente vou passar o próximo final de semana fazendo algo que não faço há 15 anos: montar um desktop do zero.

Parte de mim está ansiosa, parte de mim está com medo, e parte de mim só quer saber se o Frank vai dar bom kkkkk. Oremos!

Eu tô rindo, mas de nervoso, mas not. Tô aqui largada na cama depois de tomar banho. Vocês já resolveram tomar banho porque vocês não lembravam se já tinham ido ou não, e aí quando a primeira gota de água caiu, você lembrou a resposta? Pois é. Foi assim.

E aí eu resolvi escrever pq ñ sirvo como influencer. Eu quis fazer um insta narrando as minhas não-vitórias, mas sou paranoica demais para postar fotos E vídeos E voz meus na interner, sabendo que hoje tudo é munição para golpe... eu sou realmente paranoica com isso... e pensem que fui vida loka até 2012, postando zilhões de fotos, até que resolvi ficar quieta e depois descobri minhas fotos vazadas. Ñ eram nudes. Eram fotos minhas, postadas só para amigos selecionados no face, que alguém salvou e postou para todos. Desde então, fiquei mais cricri ainda. Sou feliz de ter usado a internet antes da indexação pelo Google. Imagina se descobrissem meu Flogão/Fotolog de 20 anos atrás... embora eu adorasse resgatar o que eu escrevi naquela época bizarra. Eu sou da época que a internet era tudo mato.

Então voltei, porque pelo menos as palavras ninguém copia. Ou melhor, copia, mas vocês entenderam, né?

Uma das minhas metas de 2025 é fazer minha avaliação neuropsicológica. E a partir daí me tratar mais eficientemente.

Outra meta é fazer meus óculos intermediários porque é muito ruim para usar computador com óculos e precisar tirá-los para ler ou escrever.

Vocês sabem que eu tenho outra meta dura para 2025. Medo do baralho. E muito boicote. Preciso parar de boicotar. Mas eu ñ consigo ñ me boicotar. Enfim... vamos dormir que está tarde né?

Amanhã tem mais boicote.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Picareta

Sou uma fraude
e vítima fácil para golpes
Sou covarde
e uma locomotiva sem freios
Sou uma tese,
e antítese e discurso tresloucado
Sou trem descarrilado
Sou onda aprisionada
Sou caos desordenado
Sou gelo, água parada

Sou bloco, sou átomo,
Sou medo, sou ácido,
Sou mudo e imutável
Sou nada e tudo o que nada pode ser

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Faz muito tempo

Faz muito tempo que não venho aqui. Não é que eu não precise, mas não estava achando tempo ou feeling.

Preciso achar a tomada do meu netbook para poder voltar a escrever mais vezes. No celular é meio incômodo sem teclado.

Mapeando as minhas necessidades consumistas atuais:
1) Preciso ir a Casa e Video comprar uma caixa nova para guardar os meus alicates e parafusos. A tampa da atual quebrou salvando a "panela" da minha nova Airfryer. Foi uma guerreira e valeu o sacrifício.

2) Um cartão de memória pro meu fone de ouvido.

3) Um cartão de memória pro meu tablet (que filhote usa)

4) Um pote com divisórias tipo o rosa que comprei nas Americanas

5) Um conjunto de forminhas de silicone para a lancheira de filhote. Vamos tentar diversificar mais os lanches este ano.

Deve ter alguma outra coisa, mas não lembro agora.

Hoje é domingo, dia internacional de planejar a segunda-feira que iniciará uma nova etapa das nossas vidas. Até falharmos. Hahaha.

domingo, 24 de novembro de 2024

Valor e necessidade

Existe uma ideia enraizada na nossa cultura de que alguém só tem valor enquanto ele é necessário em nossas vidas. Fulano faz isso, então é bom mantê-lo perto. Beltrano faz aquilo... e assim vamos vivendo nessa engenharia social em que mapeamos habilidades para manutenção de proximidade de ocasião.

Num segundo aspecto, isso faz com que muitos de nós tenham medo de deixar de ser necessário para alguém.

É uma ideia muito torta de que não somoa bons o suficiente para mantermos os outros por perto por nós mesmos, por sermos pessoas "gostáveis". Somos treinados a agradar aos outros para que sejamos "gostáveis". E para agradarmos muitas vezes nos submetemos a uma série de sacrifícios não exigidos para continuarmos sendo necessários na vida do outro.

E justamente porque muitas vezes esses sacrifícios nunca foram pedidos, os outros não dão valor, não percebem gentileza e muito menos demonstram um mínimo de gratidão ou consideração. Afinal, fizemos porque quisemos.

Somos criados para antecipar as necessidades alheias, mas isso não é uma tarefa.

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

28.10.2024

"Adeus", disse sem dizer, com um aceno de cabeça.
Olhando-a partir, sentiu nada. Era nada.
Deixou-a seguir seu caminho, sem dor, sem apegos, sem retornos.

Aquilo que não lhe edificava não cabia no seu desconstruir.

Um passo para o lado

Faz tempo que não apareço aqui. Meus dias têm sido insanos, mas estamos lidando razoavelmente bem dentro do possível.

sábado, 7 de setembro de 2024

Um, dois elefantes

Hoje foi um dia pesado. Emocionalmente muito pesado.

Havia sido relativamente leve até 17 horas. Aí as coisas tomaram um rumo muito complicado. 

Meu irmão de coração está passando, há anos, por muitos e muitos problemas. E eu queria muito poder tirar os espinhos de cima dele para que ele pudesse se ver de verdade, mas infelizmente não é assim que funciona.

Não vou falar aqui o que se passa, porque são inúmeras questões de foro muito íntimo, mas eu só queria que ele soubesse que eu sei que ele será um pai fora de série, participativo, apoiador, louco, apaixonado, parceiro. E eu sei que será, independente de seu filho ser biologicamente seu ou de coração. E eu sei que um dia ele se sentirá assim completo. 

Eu sei que, no momento em que uma vida lá em cima for destinada a ele, ele e sua esposa (uma mulher mais do que incrível) serão capazes de quebrar uma sequência de traumas geracionais, que eles não irão reproduzir, porque eles são os melhores do mundo.

Eu sei que, um dia, eu os ouvirei chorando as pitangas da paternidade e da maternidade, exaustos, e vão passar por isso, e vão construir a família que eles não tiveram. Eu sei. Eu só sei. Não sei como ou quando, mas eles são good-parents-material, sabe? Ainda que se questionem, eles são soda limonada com xarope de framboesa.

Agora essa sonho parece quebrado ou estilhaçado, mas confiem: Ele será real. E vocês dois merecem ser felizes. Vocês todos são valiosos.

Enquanto esse meu amigo me falava, eu ouvi uma história de muita dor. Um dos melhores amigos da minha sobrinha, 10 anos, salvo engano, luta há 5 anos contra câncer. E foi vencendo todas as etapas. Ano passado, ele, filho único, perdeu o pai. Ataque cardíaco, fulminante. Ele continuou lutando, mas agora os médicos estão desacreditados. E, nesse momento, ele precisa de um milagre, de muita oração, de muita energia positiva. 

São histórias tão tristes e dolorosas, de pessoas que não merecem perder tudo.

Peço orações, fé, correntes positivas.