terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Hiato

Neste blog, há um hiato de quase 8 anos.

Quer dizer o quê?

Não sei. Tenho algumas explicações e outras conjecturas para o motivo.

Relendo posts antigos, eu lembro do meu pânico sobre os anos múltiplos de 5 (e 2025 é múltiplo de 5). 2015 foi um ano que passei muito nervoso. Eu tinha pesadelos recorrentes sobre a perda da minha mãe (eu havia perdido meu pai em 2010). Até deixar esse pânico fluir, demorou muito. Não ajudou o fato de meu marido ter passado parte de 2014/2015 em outro estado. a trabalho. As noites eram muito solitárias e cabeça vazia é oficina do andar de baixo. Foi nessa época que passei a fazer brigadeiros mais sérios, inclusive, porque eu precisava canalizar isso. Ainda tive um stress com uma superior no trabalho, que me deixou mal. Mas 2015 também teve coisas muito boas no final.

Teve o Pão de Mel da Vanessa, e isso mudou completamente os meus anos de 2016 a 2018, para melhor. Numa brincadeira de Facebook, em que tínhamos de conseguir 100 curtidas para que a Vanessa fizesse 100 pães de mel (maravilhoso, por sinal), eu acabei resgatando contato com amigos meus do tempo do colégio.

Foi graças a esse convite para pegar pães de mel que conheci e reencontrei pessoas muito queridas. Acho que, de todos os amigos que fiz em decorrência do reencontro, o que mais me marcou foi o Henrique. Ele é a pessoa mais agregadora do universo. O conceito do "chega mais" que ele introduziu na nossa vida fez com que eu entendesse que a gente complica coisas demais. "A gente tava pensando em pedir uma pizza, chega mais aí?", "Peguei um jogo novo, quer chegar mais?", "Aí, partiu Fatto?"... Não tinha problema em ir e ficar estudando enquanto jogavam. Não tinha problema em chegar sem nada, a gente pedia na hora e era sempre de boas. Tudo bem, a gente (marido e eu) não tinha filho na época, mas mesmo nossos amigos que tinham uma bebê, era muito de boas.

Depois eles se mudaram para um bairro bem longe. 2 horas não rola um chega mais. Veio pandemia. Eles se mudaram de país. E é isso.

Mas foram anos muito muito bons.

Nesse período, eu reclamava pouco da vida. E também tive outros dois blogs. Em um deles, eu assinava com 4 nomes diferentes apenas para imaginar como seria ter um blog comunitário, rsrs. A louca. É, sou eu. Adoraria fazer isso de novo, mas não consigo manter uma conta só.

Não tem nada a ver, mas preciso comentar como eu odeio o conceito do bolo mesclado mal executado. Bolo mesclado é bolo branco com bolo de chocolate. Supõe uma ideia de meio a meio. Pode ser um bolo meio chocolate, meio baunilha. Pode ser em camadas alternadas. Mas é uma ideia de mescla, de mistura. Aí você compra um bolo mesclado e ele vem com uma ilha de chocolate num mar de bolo de baunilha. Parece que foi sobra da massa de chocolate que você botou só pra fingir que fez outro sabor. Eu me frustro demais com os bolos ditos mesclados. Falei isso porque eu fiz ontem um bolo mesclado aqui em casa e ficou perfeito sem defeitos. Não, eu não sou modesta na cozinha: o que eu digo que eu faço bem, é porque eu faço bem para baralho!

Enfim, a musa fitness do outono tá se entupindo de bolo de chocolate porque não conseguiu almoçar. E o sugar bomb veio com tudo e me deixou mal. Eu deveria sair pra correr pra queimar esse açúcar, mas o pâncreas já jogou aquela carga absurda de insulina e me deixou triste.


Sem backspace

Estou aqui deitada, nope, sentada na cama, apoiando meu teclado bluetooth da microsoft que foi meu parceiro da faculdade na minha bandeja do snoopy com luminária usb, tentando escrever sem ficar olhando para a tela vazia. Por dois motivos, pela ansiedade da tela vazia e para tentar desconectar antes de dormir. Ok, estou roubando porque estou conectada, mas não estou olhando para o que estou escreverndo, mas somente jogando os pensamentos diretamente no teclado. Detalhe: meu teclado funciona muito benm, mas por algum motivo, o botão do baclkspace não funciona. Então, pode ser que haja erros de digitação e eu não vou me esforçar mais para corrigir.
Percebam que eu escrevo frases insuportavelmente longas no blog, mas quem conversa comigo no whats, por xexemplo, deve ficar nervoso porque eu sempre aperto enter e mando uma SEQUÊNCIA GRANDE DE FRASES CURTAS. OPPS, CAPS LOCK.
Está muito muito quente aqui,. Acho que a luz de led está esquentando. Não posso esquecer de instalar a lâmpada de led na minha máquina de cosutra antes de botar ela pra funcionar, porque a normal pode derreter ela.
Eu queto voer se costuro uns porta talheres/jogo americano pra levar apra o trabalho, e para dar de presente, e para a merendeira do meu filho, entende?
Hoje eu tava aqui tentando expolicar como minha cabeça funciona. Vo dar um exemplo: estou ouvindo uma múica de mindfulness no fone bluetooth digitando o que vem na mente. Do lado direito da minha "mesa" eu tenho um planne dr de papel e do lado esquerdo hjá pouco estava o guai nutricional que recebi em abril do ano passado e foi meu favorito até hoje, mas percebi que nem flembrava direito das incicações, então vou ter de recomeçar do zero semana que vem. Também não vou me boicotar mais bcom blolos gostosos no freezer, ok?
Eu já comentei sobre minha ideia de repetir toda quinta-feira o mesmo vestido para tirar foto no elevador do estacionamento e tentar ver se noto alguma evolução ao longo do ano? Pois é. Estou pensando em fazer isso.
Estou também incomodada porque estou flatulando muito. Acho que foi o excesso de chocolate por ter comido duas fatias da torta/bolo que comprei pro dia do aniversário de filhote (não o dia da festa, eu fiz dois parabéns).
       

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Feliz Ano Novo!

Este ano já está sendo diferente?
Não!
Estou me enrolando como sempre, obviamente defequei para as minhas orientações nutricionais e me chateei.
Passamos 2023 em obras desde julho. Tenho vizinhos muito bacanas num terreno em frente que faz festas (alugam etc) todos os finais de semana praticamente, além de termos tido de aturar 2 meses de baile funk em casa por conta de terem mudado a rua onde fazem. Então trocamos por janela antirruído, colocamos ar condicionado na casa, foi uma obra intensa.
E aí estamos diante de um verão que seria sem precedentes (um calor da polícia), e pensamos: tudo bem, estamos prontos. Só fechar a janela, climatizar a sala e sermos felizes. Então, a concessionária de energia diz: "No no no".
Pois é, pessoal. Sabe quando você sente que a vida é um eterno boss atrás de boss. Quando você acaba de distribuir seus atributos novos, vem um chefe que você não tem nada que possa fazer. Pois é. Assim me sinto.
Mas temos de perseverar, né? Afinal, todo mundo fica sem luz, então pelo menos não vai ser som. Er.......
Ok.
Depois que o freezer pifou (já consertado), passou o aniversário de filhote, estamos nas expectativas de volta às aulas, eu preciso tomar jeito.
Então, eu voltei a planejar. Eu não consigo lidar ainda com a infiltração do chuveiro (que já me deu crise de ansiedade ontem), mas consigo pensar no cardápio da semana. E não precisa ser aquela parada surreal. Só precisa ser comida e não ser iFood.
Então, foda-se que eu não consiga ter ânimo para treinar, correr, malhar, ficar sarada (eu nem quero isso, só queria não parecer grávida de 5 meses quando eu ainda não estou). Vamos no beabá. Meu beabá hoje é sentar e pensar no que vou comer. E daí pensar no que vou comprar e quando comprar. Porque, eu expliquei, com problemas de distribuição de energia, tu tens que pensar bem antes de estocar comida.
E é isso.
Meu pão maravilhoso mofou completamente de ontem pra hoje. Coisa mais linda. Esse é comida de verdade: sem conservantes etc. Comi uma torrada sobra da minha intoxicação alimentar de janeiro, com minha pasta caseira. E é isso! ;)
Agora vou sair pra tirar foto de criança pra escola (e pra minha futura coleção de fotos 3x4).
Até mais tarde!

Ps: Num ato de confiança, vou compartilhar o link deste blog com aquele que hoje é meu melhor amigo fora de casa, mas sem expectativas, sem pressão.

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Semana 3

 Bom dia, amigos virtuais ou meu eu do futuro que se deparar com esse blog esquecido!

Como sempre, eu adoro me engajar nos preparativos e, quando o projeto efetivamente começa eu... defeco e me perco. E é assim que minha meta de escrever um post por semana para falar sobre como isso aqui andou ou deixou de andar pula da semana 0 para a semana 3. Na minha defesa, eu ia escrever como "semana 2", porque a semana "3" mal começou, mas quem eu quero enganar?

Eu estava bem e descacetei tudo de novo. Tava seguindo a dieta e fazendo exercício e desanimei. Tô vivendo uma turbulência de emoções loucas, perco o foco, depois volto com tudo. Enfim, tá pesado. Emocionalmente pesado.

Das notícias boas desta semana, a pressão da minha mãe registrou finalmente uma medição tolerável, depois de mais de um mês super alta. E ontem levei ela na minha fisioterapeuta para conversar. Amanhã vai ser a primeira sessão do joelho.

Eu tô pensando muito na carta que vou escrever pro meu futuro eu. Podia ser um post? Podia. Mas não tem o mesmo efeito de lacrar e abrir anos depois. O post eu poderia revisitar sempre... Daí vou fazer em caneta e papel.

Preciso de um cofrinho também.

Preciso me disciplinar.


segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Semana 0

É uma da manhã já de segunda. Fim de semana foi bom!

Hoje (ontem) apaguei e acordei só às 9:45 da manhã. Filhote ficou brincando no quarto com marido e agradeço demais ao apoio de ambos, porque finalmente me senti um pouco menos destruída. Ainda não consegui ficar bem. Não sei se os manipulados que comecei a tomar na quinta estão acelerando coisas que não deveria, ou se sou eu com minha ansiedade que tô batendo pino de vez em quando.
Fomos aos meus sogros hoje e encontramos a cunhada e família lá também. Filhote ficou feliz! Ele adora todo mundo junto!
Mas ele quis logo brincar com o livro de atividades dele (de números... e já acabou). Depois pediu pra lavar a mão (para almoçar). Comeu bem o pratinho especial dele. Depois brincou de cola colorida e chorou muito porque ele queria contar os pingos de cola como zero, um e dois, mas eu expliquei que eram o um, o dois e o três, porque o primeiro pingo existe e tem de ser contado. Zero pingo é nenhum pingo. Mas ele chorou muito, de sair lágrimas, porque queria que o um fosse zero. É um conceito meio difícil de se explicar, mas acho que melhorou.
Depois disso, fomos ao aniversário de 2 anos da filha da minha amiga Bia. Filhote se divertiu muito (e queimou muita energia), querendo tirar bolinhas da piscina de bolinha para fora, enquanto os demais meninos tentavam evitar que ele fizesse isso. Finalmente, em algum momento, ele se empanzinou de pão de queijo, e ainda estava animado no parabéns. Andou boa parte do caminho até o estacionamento. Sentamos ele na cadeirinha e três a e i o u depois, dormiu. Dormiu feito uma pedra.
Mas ainda tinha muito a se fazer. Então, eu literalmente parti pro trabalho braçal: cortei abóbora para congelar, lavei e cortei couve e repolho, ralei a abobrinha, degelei o peixe... Foi uma luta. Duas horas depois só que concluímos as tarefas e foi assim que fui deitar uma da manhã. E dormi no meio do registro, porque estava exausta demais.

Sábado o dia foi pesadinho também. De manhã, fui levar minha mãe pra fazer o ecocardio. De lá voltamos pra casa. Preparamos a comida do filhote e depois o almoço da casa. Fomos ao mercado grande, mas filhote dormiu no meio do caminho e marido teve de segurar o filhote no braço durante as compras todas. Por sorte, a lista era pequena e eu tinha organizado o que comprar. Ele acordou quando chegou ao hortifruti para completar a lista. Então, curtiu jogar a abóbora, a couve e o repolho no carrinho de compras. Voltamos e ainda tivemos de aturar o grupo de meia dúzia de gatos pingados PNC com motos que pareciam caras no terreno fazendo um (acho-que) churras com péssima música no volume máximo de um carro, que nem as janelas seguraram muito. Preciso elevar meu espírito.

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Pandemia

Há algum tempo, sentia muita raiva dos tempos de pandemia. Ficaram muitas cicatrizes, especialmente sobre a dificuldade de gestar e de aprender a cuidar de um ser humano tão dependente, sem poder contar com rede de apoio, sem ter apoio presencial, sem ter quem acompanhasse o processo.

Foi duro.

Ah, mas teve vídeo chamada... Teve. Teve muita coisa, inclusive as pessoas evitando se aproximar da gente por conta do risco da pandemia e eu, grávida, sendo grupo de risco. Mas também teve raiva de ver as mesmas pessoas viajando e saindo, enquanto repetiam para a gente: fiquem em casa.

Eu não passei o Natal de 2020 com minha mãe, mesmo morando ao seu lado, porque fiquei 3 horas e meia no dia 23/12 no consultório médico esperando para colher um material para um exame. Isso porque eu tinha medo. Minha mãe é grupo de risco, asmática, idosa...

Felizmente, todos sobrevivemos. Mas nem todos.

Explico: Quando uma pessoa deixa de visitar você para preservar você, porque ela está se expondo a muitos riscos, e esses riscos eram decorrentes de trabalho, por exemplo, você entende que é um carinho, uma consideração. Quando uma pessoa deixa de visitar você supostamente para preservar você, mas viaja, sai com familiares de outras pessoas, enquanto estava trabalhando 100% remoto, você entende que não é importante o suficiente para essa pessoa.

Quando um filho não celebra por 2 anos o aniversário da própria mãe com a desculpa de que estamos vivendo uma pandemia, ele diz que a mãe não é tão importante assim, porque ele poderia, sim, ele poderia ter ficado 15 dias em casa quieto, para não botar a mãe em risco. Mas não.

Enfim, essas dores de pandemia foram me quebrando ao longo dos anos. Saber que você é sempre o segundo ou terceiro plano de pessoas importantes vai quebrando a gente aos poucos.

Mas terça-feira minha mãe passou o dia inteiro comigo, por conta do exame do mapa de 24 horas de pressão arterial e, nesse dia, eu me dei conta de uma coisa muito importante: meu filho foi a principal razão de eu não enlouquecer na pandemia.

Gente, eu sei que sou privilegiada de ter um cargo público e ter a geladeira cheia durante toda a pandemia. Cortem isso. Eu reconheço minha sorte. Não estou discutindo isso.

Eu também sei que meu filho deu outra dimensão à pandemia. Apesar do cansaço, ter um ser humaninho em formação, crescendo, conquistando suas vitórias, tudo isso fez com que a pandemia não virasse apenas um foco de política. Hoje eu vejo que muitos só vivem e respiram e conversam sobre isso, sobre Bolsonaro, sobre Lula, sobre, sei lá, o Alexandre de Moraes. Conversam e cancelam uns aos outros como integrantes de fã clube.

Então, perdoem se eu não abro a boca para falar sobre a guerra da Palestina, se eu não falo sobre o cara eleito na Argentina, se eu não me posiciono sobre o que um influencer xpto da vida falou no Insta ou no X (X, gente? Taqueopaliu, pra mim é Twitter e fds)... Na verdade, nem perdoem, porque não há o que se perdoar.

Eu só não quero gastar minha energia com isso, porque a minha meia dúzia de três ou quatro palavras não vai mudar nada. E eu não vou me sentir uma pessoa melhor só porque eu falo que A é legal e B tem cheiro de cocô.

Essa semana eu finalmente entendi que meu filho foi o livramento maior que eu poderia ter. Um significado novo. Qual o mundo que eu quero deixar pra ele? Um mundo em que eu largue o discurso no teclado para estar ao lado dele brincando de carimbo.

É sobre isso.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Silêncio

Hoje (ontem) pratiquei um ato de amor próprio e silenciei um perfil do instagram, porque estou cansada de viver de migalhas e de correr atrás de quem não quer a minha companhia.

Vou passar a fazer isso mais vezes.